
Representantes de mais de 60 entidades civis – entre elas, a Associação Gaúcha de Municípios (AGM) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) – apoiaram o Ato Público para alertar a sociedade gaúcha para a necessidade de revisar a dívida do Rio Grande do Sul com a União.
O evento, que ocorreu na terça-feira, dia 14, reuniu centenas de pessoas no teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, entre autoridades, lideranças de classe, políticas, empresariais e de trabalhadores.
Ao fim, foi lido o manifesto assinado pelas organizações civis defendendo a revisão do acordo que repactuou a dívida do Estado, há 14 anos. Para acessar o conteúdo do documento, na íntegra, CLIQUE AQUI.
O presidente da AJURIS, Pio Giovani Dresch, anunciou que cresce a adesão à campanha Dívida do RS: Vamos passara limpo essa conta! – até a realização do evento, 66 entidades aderiram à mobilização. “Estamos aqui para um momento de reflexão e de mobilização da sociedade civil para que busquemos, junto à União, uma solução para esse problema”.
O deputado estadual Alexandre Postal, presidente da Assembleia, também ressaltou a incapacidade de investimento do Governo gaúcho em razão dos compromissos com a dívida, assumidos em 1998. “Não conseguimos garantir 8% de investimento em saúde, mas pagamos 13% da receita líquida na dívida.”
O secretário de Estado de Assessoramento Superior do Governador, João Victor Domingues, que representou Tarso Genro no evento, defendeu a criação de uma frente política unificada como única alternativa para buscar uma solução para o endividamento do Estado. “Embora a situação de hoje seja diferente da que havia naquele acordo feito no Governo FHC, alguém estava pagando aquela conta. E hoje percebemos com clareza que somos nós, Estados-membros da Federação. A necessidade de revisão se apresenta e hoje temos uma demonstração de união e de força do RS.”
Segundo Domingues, o Piratini avalia que enfrentar a questão da dívida com a União e o déficit previdenciário é o caminho para a recuperação das finanças do Estado. “Inclusive, a questão da dívida vai contribuir para sanar o déficit da Previdência” ponderou.
Fonte/foto: Ajuris