
Cumprindo o compromisso assumido com os moradores de Águas Claras, o secretário municipal de Educação, Gilnei Leite, participou de uma audiência com o secretário estadual de Educação, José Clóvis de Azevedo, na manhã da terça-feira, dia 12, com o objetivo de conseguir a instalação de uma escola de ensino médio na região. Leite estava acompanhado pela presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Isolda Ávila de Fraga, e uma comissão de moradores e diretores das escolas de Águas Claras.
O secretário Gilnei disponibilizou a área e toda a estrutura da escola Apolinário Alves dos Santos para utilização imediata do Estado, logo que a nova escola esteja pronta. “Nós cedemos o espaço e o Estado, os professores”, colocou Leite, ressaltando que são cerca de 130 alunos por ano que deveriam entrar para o ensino médio. “Alguns desses estudantes se descolam para Capão da Porteira, para a escola Canquerini, outros passam a estudar no centro de Viamão, e muitos desistem de estudar”, lamenta o secretário.
Já a presidente do CME, explicou as dificuldades dos ‘filhos da prefeitura’: “a maioria dessas crianças são filhos de pequenos produtores, muitos com problemas financeiros para custear os estudos dos filhos. Enquanto estão no ensino fundamental, a prefeitura se responsabiliza, depois é com o Estado”, disse Isolda. O coordenador adjunto da 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Luciano Silva, fez questão de lembrar ao secretário Azevedo que o município de Viamão é um dos mais parceiros da coordenadoria de Educação e deve receber atenção especial para sua reivindicação. Silva também falou que a construção de uma escola de ensino médio na região já está prevista na Lei de Necessidade de Obras (LDO).
Depois de ouvir os participantes da audiência, o secretário estadual da Educação elogiou a preocupação da prefeitura com o assunto, mas disse que o Conselho Estadual de Educação não deverá aceitar a proposta de usar o prédio da escola Apolinário, mesmo que provisoriamente. “O Conselho exige uma série de pré-requisitos, como área para recreação, por exemplo. No mínimo, precisaríamos de 12 mil metros de área para a construção dessa escola.” Azevedo sugeriu ao secretário Gilnei que os alunos do ensino fundamental da escola Rui Barbosa passem para o município e o Estado atenderia apenas o ensino médio. Leite se comprometeu em avaliar essa possibilidade.
Ao final da reunião, Azevedo ficou de estudar as propostas e depois dar uma resposta. Ele fez questão de frisar que o problema maior é o terreno para a construção dessa escola. A comissão se responsabilizou de encontrar um terreno apropriado.
Fonte: Prefeitura de Viamão
Foto: Beatriz Tavares