
O auge da Semana Estadual dos Direitos Humanos foi celebrado com o reconhecimento a pessoas e a entidades que trabalham pela causa. Acompanhada por mais de 300 pessoas, a entrega do Prêmio Estadual dos Direitos Humanos ocorreu na noite dessa quarta-feira, dia 12, no salão do Hotel Continental. A 13ª edição recebeu 63 indicações para 12 das 13 categorias previstas no edital. Os vencedores receberam uma placa, além de um certificado, também concedido a todos os indicados.
Na abertura do evento, o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, destacou que todos os indicados tinham em comum a luta por uma sociedade “mais igual e justa”, e que a retomada do prêmio, que não era entregue desde 2009, é resultado do empenho de pessoas e entidades que trabalham com direitos humanos. Para finalizar, Fabiano disse que o Estado apresenta um cenário importante na discussão do tema. “O Rio Grande do Sul vive um momento privilegiado na área dos direitos humanos”, acrescentou, referindo-se ao fato de os principais órgãos do Governo terem criado comissões para tratar do assunto.
Já a gerente executiva da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, parceira da Secretaria na reedição do prêmio, Lucia Ritzel, ressaltou que os indicados eram pessoas que conseguiram superaram as dificuldades e realizar iniciativas em defesa dos direitos humanos. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Miki Breier aproveitou a oportunidade para relembrar que ainda há muito desrespeito aos direitos humanos no Rio Grande do Sul. “Aqui, neste Estado, há ainda muito racismo, muita homofobia e desrespeito com as pessoas com deficiência”,completou ele.
Antes de começar a premiação, a representante da Comissão Julgadora, Beatriz Lang, explicou os critérios utilizados para eleger os vencedores. “Não foi um trabalho fácil, levamos em conta o histórico de atuação, a relevância para a área dos direitos humanos, além de práticas inovadoras”, esclareceu ela, sobre alguns dos critérios avaliados. Beatriz elogiou, ainda, a SJDH e o Governo do Estado pela retomada do prêmio e a qualidade dos trabalhos inscritos.
Das 13 categorias previstas, apenas na área da Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas não houve trabalho inscrito. Já em relação à categoria Divulgação dos Direitos Humanos, a Comissão Julgadora decidiu não premiar por entender que os dois indicados não preencheram todos os critérios, possibilidade prevista no edital.
A entrega da premiação foi intercalada por apresentações de pessoas que representam os públicos atendidos pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos. Subiram ao palco a cantora Valéria Houston, o professor Valdir Lima e o grupo de adolescentes do Centro POD Juventude da Lomba do Pinheiro. A premiação foi coordenada pelo Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da SJDH. “A 13ª edição do prêmio se transformou em si mesma uma política pública”, resumiu a diretora do departamento, Tâmara Biolo Soares, ao final da solenidade.
Confira os vencedores:
Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente
– Cededica Santo Ângelo
Garantia dos Direitos da População Negra
– Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição
Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa
– Luis Eduardo Dudu Colombo
Garantia dos Direitos da Pessoa com Deficiência
– Apae Ibirubá
Promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania dos Egressos do Sistema Prisional e Socioeducativo
– Claudino Valentim Troian
Direito à Memória e Verdade
– Arquivo histórico do RS
Garantia dos Direitos da População LGBT
– Associação de Travestis e Transexuais – Igualdade RS
Promoção dos Direitos das Mulheres
– Instituto da Mama (Imama)
Defesa dos Direitos Humanos
– Secretaria Municipal de Segurança de Canoas
Garantia dos Direitos da Juventude
– Éverton Luis Bach
Promoção dos Direitos Humanos
– Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo
Fonte: Governo do RS
Foto: Pedro Revillion/ Palácio Piratini