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AGM - Associação gaúcha de Municípios
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Desertificação ameaça mais de 1,4 mil Municípios brasileiros

18/07/2016
in Sem categoria
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Uma pesquisa publicada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revela que 1.440 Municípios de oito estados da região Nordeste e do norte de Minas Gerais estão suscetíveis à desertificação. A nomenclatura é utilizada para se referir à degradação extrema do solo, da cobertura vegetal, da biodiversidade e da perda de capacidade produtiva das atividades agropecuárias.

No Brasil, aproximadamente 15% do território corre o risco de virar deserto algum dia. Segundo o levantamento, a Bahia é o Estado com o maior número de Municípios nessa área de risco. Ao todo, são 291. Em segundo lugar aparece o Piauí, com 217 cidades, e a Paraíba com 209.

Os especialistas explicam que, apesar de não ser a causa da desertificação, o clima da região favorece o processo. Nas regiões áridas e semiáridas, a desertificação ocorre com mais frequência. Isso preocupa especialmente os Municípios baianos, já que 62% deles se encontram na área suscetível. Das 417 cidades existentes, 258 estão localizadas na região semiárida.

Frequentemente utilizadas nessas regiões para “limpeza” do solo, as queimadas são um agravante no processo. Além de destruírem a microfauna do solo, prejudicam a fertilidade da terra e reduzem a quantidade de nutrientes disponíveis.

Ação do homem

Na visão do pesquisador da Embrapa Semiárido, Iêdo Bezerra Sá, a degradação das terras é consequência da ação humana e de fatores climáticos. “Nas áreas rurais são comuns práticas de desmatamento, extração excessiva de produtos florestais, queimadas, sobrecarga animal, uso intensivo do solo e seu manejo inadequado”, afirmou. Para ele, a seca prolongada nessas regiões tornou evidente as consequências derivadas da ação do homem.

Seu posicionamento é compartilhado pelo assessor técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Magalhães. “Enquanto a seca é um fenômeno climático, a desertificação é um fenômeno humano”, destaca. Magalhães explica que os pontos da caatinga que já cederam são aqueles em que o desmatamento avança para abrir espaço para a agricultura, produção de energia ou comércio de madeira. Como não há medidas para controlar a erosão, o solo fica cada vez mais pobre e a paisagem muda, sendo substituída por uma vegetação típica de climas áridos.

Debate no Congresso Nacional

Em 2015, o plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei 70/2007, que cria a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Além de estabelecer princípios e objetivos da política, a proposta autoriza o Executivo a criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, que será responsável por implementar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais.

Da Agência CNM, com informações da UPB

Tags: AgriculturaAnimaisClimaCnmComércioEnergiaEstudoMunicípiosPesquisaPolítica
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