No dia 21 de março inicia-se mais uma Semana Santa e começam a funcionar os pontos de comercialização direta de pescado. Em 2016, serão promovidas 100 feiras do peixe em 54 municípios das regiões Sinos, Paranhana, Metropolitana de Porto Alegre, Litoral Norte e Centro-Sul do Estado. O volume, que era de 1.050 em 2015, deve chegar a mais de 1.200 toneladas nestas regiões, que têm o maior volume de pescados ofertados em todo o Estado, segundo levantamento feito Emater/RS-Ascar.
Nestas regiões estarão à disposição dos consumidores 1.329 pontos de venda, como feiras, pesque-pague e propriedades de pescadores e piscicultores, que estão oferecendo peixes vivos, eviscerados e congelados. Deste total de locais de comercialização, 100 são feiras.
Além de ter o maior volume, é nesta região que há feiras em um maior número de dias e de pontos de comercialização. Isto se deve à proximidade com o grande mercado consumidor, que é a Região Metropolitana de Porto Alegre, que acaba, por isto, concentrando 25% das feiras e 30% do volume total vendido no Estado, explica o veterinário da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, Carlos Roberto Vieira da Cunha.
Segundo Cunha, o mercado faz com que, a cada ano, seja ampliado o cultivo de pescado e que a produção de outras regiões do Estado acabe sendo escoada em grandes feiras, como é o caso de Porto Alegre.
Em Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Viamão devem ser comercializados os maiores volumes de pescado da região. Na capital, a estimativa é sejam comercializadas 330 toneladas em três feiras, uma no Largo Glênio Peres, outra na Praça do Belém Novo e a terceira, na Esplanada da Restinga.
Em Canoas, o volume neste ano deve passar de 52 para 57 toneladas, em cinco pontos de venda. Novo Hamburgo e Viamão também estão com a expectativa de venda de 57 toneladas em cada município. Taquara e Parobé prevêem que 40 toneladas serão disponibilizadas aos consumidores.
A Emater/RS-Ascar, Instituição oficial de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) no Estado, repassa orientações técnicas aos piscicultores e pescadores profissionais artesanais e qualifica processos de beneficiamento, transporte e os espaços de comercialização. Cunha salienta que as feiras possibilitam o acesso do consumidor a um produto fresco e de boa qualidade, de origem conhecida e com preço acessível, e permitem aos produtores rurais não só o reconhecimento e a valorização pelo seu trabalho, mas um maior lucro ao vender diretamente ao comprador.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Porto Alegre