
Se depender da vontade da presidente Dilma Rousseff, as obras da nova ponte do Guaíba começam em três meses. A promessa foi feita durante a assinatura do contrato para construção da ponte, em cerimônia nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, em Brasília.
— Trabalharemos muito para começar as obras em junho — afirmou Dilma.
A presidente lembrou, ainda, que está presidente, mas mora em Porto Alegre. Para ela, a obra deve resolver os congestionamentos e, “com essa obra, o Rio Grande do Sul ganhará tempo”.
A solenidade de assinatura do contrato teve as presenças do governador Tarso Genro e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, além de outros prefeitos, ministros, secretários, parlamentares e do diretor-geral do Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe.
Orçada em R$ 649,6 milhões, a nova estrutura será construída pelo consórcio das empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia. O Dnit estipula que 50 mil veículos utilizem a nova ponte diariamente.
A nova estrutura terá 1,9 quilômetro de extensão de um total de 7,3 quilômetros, considerando acessos e elevados. A ponte terá duas faixas de rolamento em cada pista. A obra vai consumir 17,6 mil toneladas de aço e deve mobilizar 1,1 mil operários.
Pelo contrato, o consórcio dispõe de seis meses para finalizar os projetos básico e executivo. A partir daí, serão mais três anos para entregar a obra. O prazo dos projetos estoura no fim de setembro, porém, Dilma cobra que a construção comece em junho.
— Tomaremos todas as providências para inaugurar a nova ponte em três anos — afirmou o ministro dos Transportes, Cesar Borges.
A construção dos acessos à ponte depende da realocação de cerca de 850 famílias que serão desalojadas nas duas margens. Os atingidos serão colocados em uma vila temporária. O Dnit e o consórcio vencedor pretendem começar já em abril o cadastro das famílias removidas. A intenção é colocar os moradores o mais próximo possível de suas casas atuais.
FONTE: Zero Hora