Medidas de apoio ao setor tritícola do Rio Grande do Sul, anunciadas pelos governos do Estado e Federal, marcaram o início da XI Feira Nacional do Trigo (Fenatrigo), que começou dia 24 e prossegue até dia 28 de setembro, em Cruz Alta, no Alto Jacuí. O governador em exercício, José Aquino Flôres de Camargo, participou da abertura oficial, sábado (27), juntamente com o ministro da Agricultura, Neri Geller.
O Governo do Estado lançou dois instrumentos. Um deles é o acesso a R$ 250 milhões, do Banrisul, para a compra do produto pela indústria, por meio do Financiamento de Garantia de Preços ao Produtor (FGPP). O outro mecanismo é a oferta do armazenamento de 300 mil toneladas de trigo através da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa). Na safra passada a Cesa armazenou 192 mil toneladas, diretamente, dos produtores.
Além das duas decisões, a solicitação do setor para a redução do ICMS do trigo de 8% para 2% será mantida por mais 45 dias no Rio Grande do Sul. Já o governo Federal comunicou a liberação de R$ 200 milhões à triticultura via operações de Aquisição do Governo Federal (AGF). Os recursos são destinados à formação de estoques públicos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não agendou esses leilões da modalidade AGF.
No elenco das medidas destacam-se também os leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para a comercialização do trigo, que deverão ocorrer outubro próximo. A Conab ainda vai disponibilizar R$ 150 milhões para a sustentação dos preços do trigo gaúcho e do estado do Paraná. O RS está contemplado no leilão previsto para 28 de outubro, quando serão comercializadas 100 mil toneladas do trigo gaúcho.
De acordo com o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Aureo Mesquita, o futuro da triticultura do RS passa por políticas públicas para o escoamento da safra e de garantia do preço mínimo ao produtor. O Governo Federal tem adotado mecanismos de reforço à comercialização do cereal. Em reunião da Câmara Setorialdo Trigo, promovida pela Secretaria da Agricultura, foram apresentados o diagnóstico da safra 2013 e as perspectivas para 2014/2015.
Mesquita também participou da I Conferência do Trigo, na Fenatrigo, quando foram discutidas as perspectivas do mercado do cereal e a aptidão do produto gaúcho no processo de moagem. Foram destacadas as questões de qualidade e segregação do trigo.
Conforme o presidente do Sinditrigo RS, José Antoniazzi, é fundamental o trigo gaúcho ter uma caracteristica de identificação, além da maior qualidade e uniformidade dos grãos e lotes destinados à moagem. A segregação é importante, segundo ele, pelo fato dos tipos de grãos mais claros, estáveis e fortes terem maior valor de comercialização. A XI Fenatrigo se encerra dia 28 de outubro.
Texto: Heron Vidal
Edição: Redação Secom