O Porto do Rio Grande movimentou em 2017 mais de 7,9 milhões de toneladas para diversos países, o melhor primeiro trimestre em 100 anos de atividades e crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período 2016. O destaque é a soja que cresceu mais de 35% assim como outros produtos como trigo e milho. “Os bons resultados são fruto de uma equação que envolve qualificação dos terminais especializados, dedicação da autoridade portuária para organizar o processo e ação do governo do Estado para atrair novos projetos”, afirma o diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco.
Dois grandes projetos avalizados pelo Estado estão se tornando realidade e incentivam a movimentação no Porto do Rio Grande. Uma delas é a construção de um terminal graneleiro para receber e expedir grãos da empresa Vanzin, no Distrito Industrial de Rio Grande. A outra são as melhorias da hidrovia para facilitar o trajeto de contêineres do polo petroquímico de Triunfo para o território rio-grandino. As ações são coordenadas pelas secretarias dos Transportes e do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
Soja lidera
O protagonismo ficou por conta do complexo soja (óleo, farelo e grão), com crescimento de 36,8% e totalizando 1.898.835 toneladas. O milho e o trigo também tiveram aumento, respectivamente de 6,9% e 17,7%. As viagens de embarcações também subiram 4,1%, chegando ao total de 730 em três meses. A média apenas do mês de março é de 7,96 embarcações/dia.
Os granéis líquidos e sólidos tiveram crescimento, respectivo, de 12% e 19%. Apenas a carga geral teve leve recuo de cinco mil toneladas. “Nosso porto é o reflexo da produção gaúcha, entendemos que boa parte dessa soja que movimentamos ainda é de 2016, mas a expectativa para o período de abril a agosto é de superarmos o ano passado”, conclui Branco. Nos próximos meses, a expectativa é alta em função da safra gaúcha que já começa a chegar ao complexo.
Por fim, a China segue o principal destino das exportações e a Argentina é o país que mais envia produtos ao porto rio-grandino.
Texto: André Zenobin/SUPRG
Edição: Gonçalo Valduga/Secom
Foto: Divulgação/SUPRG