
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre volta ao palco do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) no dia 16 de junho, terça-feira, às 20h30, para inaugurar a Série Ufrgs 2015. Em seu primeiro concerto do ano na universidade, a Ospa destaca peças de Sergei Rachmaninoff (1873-1943) e Francisco Mignone (1897-1986), além de obra inédita em seu repertório de Nino Rota (1911-1979). O maestro Manfredo Schmiedt é quem conduz a apresentação, que conta com a participação do Coro Sinfônico da Ospa, por ele regido. Já o violoncelista paulistano Antonio Del Claro é o solista convidado. Os ingressos custam entre R$ 10 e 20.
A Ospa abre o programa com Vocalise, Op. 34, Nº 14, do russo Rachmaninoff. Escrita e publicada como a última de suas Quatorze Canções, a peça é do período que antecede a transferência do compositor para as Américas. Rachmaninoff compôs a obra para ser executada sem palavras, apenas por vocalização e acompanhamento instrumental, como indica o próprio nome. Devido ao seu sucesso, o músico elaborou posteriormente um arranjo para orquestra, preservando a atmosfera de mistério e lirismo da obra original – versão que será executada pela Ospa.
Na sequência, o solista Antonio Del Claro, considerado pelo consagrado violoncelista Pierre Fournier como “um dos instrumentistas mais brilhantes de sua geração e um dos mais sinceros intérpretes da literatura musical do violoncelo”, junta-se à orquestra para a execução do Concerto para violoncelo e orquestra nº 1, do italiano Nino Rota. Famoso por suas colaborações com nomes fundamentais da história do cinema como Visconti, Zeffirelli, Coppola e Fellini, Rota deixou os universos da música de concerto e da trilha sonora se cruzarem em sua trajetória, o que pode ser considerado um pioneirismo para o contexto europeu de sua época. Inédita no repertório da Ospa, a obra, segundo Manfredo Schmiedt, é o mais imponente dos seus dois concertos para violoncelo, tanto na questão do caráter, quanto de sua instrumentação.
Em sua segunda participação nos concertos da Ospa na temporada de 2015, o Coro Sinfônico sobe ao palco na segunda parte da noite para interpretar Maracatu de Chico Rei, do brasileiro Francisco Mignone. A peça, um bailado com coro e orquestra, é considerada uma das mais importantes obras no nacionalismo brasileiro. Sua inspiração vem da cultura afro-brasileira e compõe o chamado ‘ciclo negro’ do autor. Para construí-la, Mignone se utilizou de materiais folclóricos e tradicionais do país, sob influência de ideais nacionalistas propostos por Mario de Andrade.
Os ingressos serão vendidos no dia 15, segunda-feira, das 9h às 18h, e na terça-feira, dia 16, das 9h até o horário do evento, na bilheteria do Salão de Atos. Mais informações pelo telefone 51 32227387 ou pelo site www.ospa.org.br.
Texto: Mariana Sirena/Ospa
Edição: Léa Aragón/CCom