A Secretária da Saúde do RS, Sandra Fagundes, conheceu nesta segunda-feira (28) o projeto Hemorrede Sustentável, que prevê a construção do novo Hemorgs (Hemocentro do RS). Participaram do encontro a diretora-presidente da Fepps (Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde), Irene Porto Prazeres, que administra o Hemorgs, a diretora do Hemorgs, Márcia Gomes, e a diretora técnica da Fepps, Silvia Spalding. Funcionários e colaboradores do Hemorgs também acompanharam a apresentação.
O projeto do novo prédio, que deve ser erguido ao lado do atual Hemorgs, na Avenida Bento Gonçalves, na Zona Leste de Porto Alegre, foi apresentado pela Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, representado por Márcia Amaral.
O Ministério vai financiar integralmente as obras, ao custo de R$ 7,8 milhões, fato inédito no País. O novo Hemorgs sustentável foi desenvolvido por um grupo de engenheiros e arquitetos do Lasus (Laboratório de Sustentabilidade) da UnB (Universidade de Brasília). “O Hemocentro do RS é o único do Brasil que será totalmente financiado e projetado pelo Ministério, dada a importância que ele tem para o Estado e para o país”, afirmou Márcia. A obra terá financiamento via Caixa Econômica Federal.
“A partir do Hemocentro vamos organizar a Hemorrede no Estado. Estamos assumindo esse compromisso importante com o Ministério da Saúde”, comemorou Irene. A Hemorrede gaúcha é formada pelo Hemorgs e mais oito serviços de hemoterapia localizados em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa.
Sandra Fagundes afirmou que a Fepps vive um bom momento, com a perspectiva de realização do primeiro concurso público em 20 anos e a reformulação da Hemorrede. “Estamos retomando as atribuições de Estado na área de sangue”, disse. “O Ministério da Saúde está mostrando que a Hemorrede do RS é prioridade e isto nos deixa muito satisfeitos”, comemorou a diretora técnica Silvia Spalding.
Sustentável
Desenvolvido pelo Lasus a partir das necessidades apresentadas pela direção e por funcionários do Hemocentro, o projeto sustentável foi apresentado por Ederson Teixeira e Gustavo Sales, e tem a coordenação de Maria de Fátima Montoril. Ele prevê, entre outros itens, melhor aproveitamento da luminosidade, de espaços, uso eficiente de energia, climatização diferenciada, melhor fluxo de doadores e usuários, áreas de lazer e estacionamento. Os dois prédios (o já existente e o novo) serão integrados e oferecerão atrativos para a adesão de novos doadores. “O Hemocentro não é um hospital e precisamos atrair doadores com uma estrutura agradável”, lembrou Ederson.
Texto: Isabela Soares
Edição: Redação Secom